7 Descobertas químicas acidentais que melhoraram (ou não) o mundo

Via Emule.com.br


Nossa, fiquei uns 15 dias sem postar nada. Pra compensar, trouxe (quantas vezes você já não foi corrigido por falar “trusse”?) algumas coisinhas que deram errado em pesquisas químicas, mas alteraram nossa vida (ou não).

Sacarina (adoçante)
“Inventor”: Ira Remsen, Constantin Fahlberg

Via saude-joni.blogspot.com

Em 1879, Ira Remsen e Constantin Fahlberg, trabalhando em um laboratório na Universidade de Johns Hopkins, fizeram uma pausa para comer. Fahlberg se negou a lavar suas mãos antes de comer – o que normalmente significa uma morte rápida para a maioria dos químicos, mas que na verdade o fez perceber um estranho gosto doce durante o almoço. Adoçante artificial! A dupla publicou junto a descoberta, mas apenas o nome de Fahlberg entrou na (incrivelmente lucrativa) patente de um produto que é hoje encontrado em qualquer mesa de restaurante. Vale dizer que Remsen se deu mal – ele declarou mais tarde que “Fahlberg é um canalha. Só de ouvir seu nome sendo mencionado já meu causa enjoo.”

Massinha Play-Doh
“Inventor”: Kutol Products

Via Emule.com.br

Antes de ser figurinha carimbada de chãos e carpetes de qualquer casa que tenha uma criança, a massinha foi criada ironicamente como um produto de limpeza. A pasta foi primeiro vendida como um tipo de tratamento para paredes sujas – até sua companhia começar a entrar pelo cano. A descoberta que salvou a Kutol Products – pronta para falir – não foi porque seu limpador de paredes funcionava bem, mas sim porque as crianças começaram a usá-lo para criar ornamentos de Natal nas aulas de artes. Removendo o componente de limpeza e adicionando cores para melhorar o visual, a Kutol transformou seu limpador de paredes em um dos brinquedos mais icônicos de todos os tempos – e trouxe enorme sucesso para uma empresa pronta para sumir. Às vezes, você sequer sabe quão brilhante é, até alguém contar para você.

Super Bonder
“Inventor”: Harry Coover

Via Centertel.com.br

No que pode ser considerado um momento bem caótico de descobertas em 1942, o doutor Harry Coover do Laboratório Eastman-Kodak descobriu que a substância que ele criou – cianoacrilato – era uma falha épica. Ela não era, para sua tristeza, uma revolução para um novo sistema de armas de precisão que ele esperava criar – o treco grudava em tudo que tocava. Então, o projeto foi esquecido. Seis anos depois, enquanto supervisionava um novo design experimental de cobertura para aviões, Coover se pegou preso na mesma bagunça melecada com um inimigo conhecido – o cianoacrilato se provou mais inútil ainda. Mas dessa vez, Coover observou que a coisa se transformou em uma cola extremamente forte sem necessidade de aquecimento. Coover e sua equipe começaram a colar vários objetos no laboratório, e perceberam que eles finalmente haviam encontrado um uso para aquela gosma irritante. Coover fez uma patente de sua descoberta, e em 1958, 16 anos após ele ter ficado colado pela primeira vez, o cianoacrilato começou a ser vendido nos mercados.

Teflon
“Inventor”: Roy Plunkett

Via Barecon.wordpress.com

Da próxima vez que você fizer um belo omelete, agradeça ao químico Roy Plunkett, que sentiu enorme frustração quando inventou inadvertidamente o Teflon, em 1938. Plunkett esperava criar uma nova variedade de clorofluorcarbonos (mais conhecido como o odiado CFC), quando ele foi checar como estava seu experimento na câmara de resfriamento. Quando inspecionou uma caixinha que deveria estar cheia de gás, ele viu que aparentemente tudo tinha sumido – deixando apenas alguns flocos brancos. Plunkett ficou intrigado com esse mistério químico, e começou a experimentar suas propriedades. A nova substância provou ser um fantástico lubrificante com um ponto de fusão altíssimo – inicialmente perfeito para aparatos militares, agora encontrado normalmente aplicado nas panelas antiaderentes.

Baquelite
“Inventor”: Leo Baekeland

Exemplo de uso | Via Logismarket.pt

Em 1907, a goma-laca era normalmente usada para isolar as entranhas dos primeiros eletrônicos – como rádios e telefones. Tudo bem, tirando o fato de que a goma-laca é feita com as fezes de um besouro asiático, e não é exatamente o jeito mais fácil de isolar um fio. O que o químico belga Leo Baekeland encontrou como saída foi o – prepare-se – polioxibenzimetilenglicolanhidrido, o primeiro plástico sintético do mundo, mais conhecido como Baquelite. Esse plástico pioneiro era moldável em praticamente qualquer forma e cor, e podia manter seu formato mesmo com altas temperaturas e uso diário – tornando-o a peça básica para fabricantes, joalheiros, e designers industriais.

Bloco de notas Post-it
“Inventor”: Spencer Silver

Via Minas-de-salomao.blogspot.com

Em 1970, um químico de nome Spencer Silver estava a trabalhar nos laboratórios de investigação 3M a procurar desenvolver uma cola forte. Em vez disso, o seu trabalho resultou num aderente que não era muito pegajoso. Quando separava duas folhas de papel coladas com aquele produto, Spencer descobriu que a cola aderia quer numa quer na outra folha. Pareceu ser uma invenção sem qualquer utilidade. Quatro anos mais tarde, um colega que estava a cantar num coro da igreja teve uma brilhante ideia. Ele usava marcadores no livro dos cânticos para saber onde devia cantar, mas estavam sempre a cair. Então, pincelou os marcadores com a cola de Spencer. Como por magia, eles permaneceram no seu respectivo lugar e quando retirados não danificaram as páginas. Tinha nascido a nota Post-it. Atualmente, é um dos produtos mais comuns para escritório.

Celofane
“Inventor”: Jacques Brandenberger

Via Marketingnutricional.com.br

A ideia do celofane, a película transparente de plástico mais conhecida, surgiu ao engenheiro têxtil suíço Jacques Brandenberger quando estava sentado num restaurante. Depois de um cliente ter entornado uma garrafa de vinho sobre uma toalha, voltou para o seu laboratório convencido que descobriria um modo de aplicar uma película transparente à toalha, tornando-a impermeável. Fez a pesquisa com diferentes materiais e eventualmente aplicou líquido pegajoso à toalha. A experiência fracassou porque a toalha ficou demasiado rija e quebradiça. No entanto, Brandenberger verificou que a capa que escamava numa película transparente podia ter outras aplicações. Por volta de 1908, desenvolveu uma máquina que produzia folhas de celulose transparente que comercializou como celofane.

Parabéns, você leu isso tudo! Até o próximo artigo.

[fontes: Gizmodo e Xperimania]

Sobre Davidson Lima

Adorador de nuvens, músico, protótipo de humorista, fã do seriado The Big Bang Theory e montador de cubos mágicos, sou eu, um Técnico em Química e graduando em Engenharia Química pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Mas vou além. Não preciso de Red Bull para que meus sonhos criem asas. Só isso mesmo.
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Uma resposta para 7 Descobertas químicas acidentais que melhoraram (ou não) o mundo

  1. Reblogged this on Carmen Gonçalvese comentado:
    Muitíssimo Interessante!

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